Um sentido inócuo invade meu ser
A inquietude em meu corpo o faz perceber
É sentida a ausência sem se ter tido a presença
É uma saudade desmedida sem desavença
É o estar-se presente mesmo quando ausente
É o pensar ininterrupto que nasce veemente
Tanto querer enclausurado
A borboleta em casulo demasiado
Um sentimento sedento pela vida
Para dar se asas e viver sem medida
A espera do inusitado
O descobrimento já há muito exaltado
Calado percebo que o sentido não é infundado
Já que sentido se sente por estar se vivo
Nada deve ser simplesmente fragmentado
Nenhum sentimento dever se ia morrer calado
Nenhuma vida é traçada em caminho de rosas
Todas as estradas vezes são tortuosas
E o sentido inócuo que me invade
Conheço bem, é também chamada de saudade
久
保
