Pescador que nada pescava
Surpreendido pelo mar, traz em sua rede tua amada
O amor inesperado sem ter sido conjugado
Novo amor ao pescador que do amor pensara já ser julgado
Renovando a vida ao pescador de vida exaurida
Dos amores restara apenas cicatrizes em sua lida
Extasiado pouco compreende um ato
Julga-se incapaz de ser amado
Perde-se em estúpida embriaguez
E por temer o próprio medo fez o que fez
Pôs fim ao amor que chegara incandescido
E esta coragem fugaz de por fim ao temerário
Em sobriedade provou-se engano solitário
Chora sete lágrimas pelo amor partido
Vela sete noites o amor julgo desmerecido
Que por sete vidas será o amor interrompido
Cabisbaixo depara-se com o ledo engano
Por temer o desconhecido, seu ato insano
Arrependido retoma seu curso
Retoma seu amor e permite que a vida prossiga seu percurso
Não deixe de ter alguém ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais.
(Mario Quintana).


